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Archive for Março, 2009

 

Chegava-se até lá facilmente, apesar de o sítio quase não se avistar do caminho. Qualquer pessoa das redondezas apontava a casa, indicava as melhores horas e o tempo provável de espera. Antes da vereda circundar alguns poios de terra cultivada, desciam-se cinquenta e sete degraus irregulares. Um alpendre, envolvido por uma vinha, acolhia-nos com frescura. Depois de um cumprimento quase a medo, correndo os olhos pelos que ali também esperavam, na ânsia de descobrir um conhecido, dizer «que fresquinho bom!» era a introdução habitual, em tempos de calor, para indagar se todos seriam recebidos ou até abrir caminho para confidenciar os motivos da ida àquele lugar, ainda que a justificação apresentada nem sempre coincidisse com a real.

A casa era antiga, modesta, de pedra aparelhada e coberta com telha de canudo. As paredes estavam caiadas de ocre, com uma barra cor de cinza. Os calhaus pequenos e redondos davam a volta à casa, formando aqui e ali irregulares desenhos geométricos. Esperava-se no alpendre, junto à porta da casa. Havia cadeiras e bancos de madeira encostados às paredes.

Para a porta convergiam os olhares, mal o trinco se desprendia. Levantava-se, de imediato, alguém, porque entendia ser chegada a sua vez. Nesse vaivém, agitava-se o ar e ouvia-se sempre uma voz rouca, bem forte, num alerta obsessivo, quase ritual, «O Santo e a Vizinha não se hão-de afundar». As pessoas calavam-se. Havia quem fechasse os olhos como a não querer ver a direcção da frase constantemente atirada para fora da porta, não sei se a empurrar os que tinham estado no interior da casa ou a saudar os que agora lá chegavam. Ninguém conhecia o significado exacto da profecia. Apesar de já se ter aventado estranha relação com as ilhas, todos temiam discussão lúcida sobre as repetidas palavras de Felismina.  

A sua fama corria a ilha e era muito consultada, até pelas autoridades, dizia-se. Todo o ofício tem a sua designação, mas o que esta mulher fazia não era, segundo ela própria, uma profissão. «É um serviço, e não importa o nome!», assim respondia quando lhe perguntavam. Insinuava-se que trabalhava com os anjos, seus filhos, e Felismina sorria levemente sem estranhar a curiosidade que despertava.

Não fosse um artigo publicado na imprensa, e poucos conheceriam o seu passado. Agora sabia-se que tivera sete filhos e todos haviam morrido com poucos anos de vida. Por esta razão, o marido partira, acusando-a de ter nascido para parir e não para criar. Embarcara para Angola. Mudara-se depois para a África do Sul, e nunca mais dele se soubera. A reportagem dava grande relevância aos «poderes» de Felismina, mas a jornalista não fora autorizada a publicar a sua fotografia.

Felismina não consentira, lembrando que há alguns anos fora levada à PIDE, na Rua da Carreira, para interrogatório. Estivera em apuros, um ror de suspeitas e questões que respondera com dificuldade, não só pelo seu teor, mas também por não estar habituada a que lhe fizessem perguntas com tão desmesurada insistência. Repetidas vezes invocara o facto de não saber ler nem escrever, para se esquivar ao interrogatório. Porém, os agentes não desistiam. Pretendiam saber por que razão Felismina havia afirmado a um militar, mobilizado para a Guiné, que a guerra estava quase a terminar e que, se ele tivesse juízo, não deveria partir. O cabo partilhou esta novidade com alguns amigos, e passado algum tempo todo o seu batalhão ficou a saber. A PIDE também foi informada e logo tratou de interrogá-la. O caso acabou arquivado com a ajuda de pessoa influente. Todavia, recebera algumas ameaças e até à Revolução praticou muito discretamente o seu serviço.

A jornalista tratou-a quase como uma heroína e a curiosidade sobre Felismina aumentou após a publicação da reportagem.

A ilha abrigava medos e ansiedades ancestrais, num diálogo surdo entre as montanhas e o mar. Lendas, superstições e rituais estranhos não eram somente cultivados entre o povo. Havia outras Felisminas, mas esta conquistara a cidade. Ela raramente saía de casa, mas quem governava pedia-lhe conselho.

 Para Felismina havia dois tipos de pessoas, os que vinham pelo dia e esperavam horas no seu alpendre e os outros, em hora marcada, quase sempre à noite. Só muito excepcionalmente aceitava deslocar-se a casa de quem pretendia consultá-la. A todos atendia de igual forma, até na confidencialidade, apesar de os da noite insistirem muito no sigilo, e para reforçarem esse pedido deixavam lembrança maior na caixa da sua sobrevivência.

Foi à noite que conheceu a mulher do governador. Não lhe tinha ainda perguntado o nome e a data do nascimento, como era habitual, e já se apercebera da condição de quem estava à sua frente. Não era pelo perfume. Na sua sala reinava o cheiro do seu ofício, sete velas a arder serenamente e, numa concha de latão sobre brasas incandescentes, incenso bastante, mirra, alecrim e outras ervas recolhidas em noites bentas. A senhora elegante, sentada num banco de madeira, com olhar temeroso percorria a sala, fixando-se nas estampas emolduradas que cobriam as paredes. Naquele ambiente de fraca luz, apenas conseguira ler «D. Sebastião» numa das gravuras. No entanto, não podia confirmar com a amiga que consigo viera, por ela ter sido impedida de entrar. Felismina revelou-lhe algumas verdades e aconselhou-a com sabedoria. Foi esta senhora quem a livrou da PIDE, conforme confessara à jornalista, sem mais nada revelar. Felismina fizera-lhe chegar a informação do que estava passando e, logo no dia seguinte, acabou-se o interrogatório.

 

O encanto da cidade estava na vizinhança com o mar. O cais era lugar privilegiado do entardecer soalheiro. Passeava-se ali, deixando a ilha para trás. Retornava-se a ela depois, sem nunca dela se sair. Parecia que entrávamos pelo mar, com os pés em terra.

Em meados de Novembro de 1975, o ambiente do cais tinha-se alterado. As conversas, junto das varandas, eram também diferentes. Algumas traineiras vindas de Benguela estavam ancoradas do lado esquerdo do cais. Traziam mazelas da viagem. As cores das listras do casco mal se distinguiam, assim cobertas por borrões de manchas ferruginosas. Ainda se distinguiam os seus nomes, Rainha Santa, Sãozinha, Santíssima Trindade, Caniçal e outros mais, nomes de devoção, de namoradas, da terra natal, e até do proprietário, Calafatinho, que embora parecesse alcunha, não o era. A bordo, algumas mulheres, crianças, poucos homens e um macaco travesso, amarrado por uma corda ao mastro principal.

Das traineiras olhava-se o cais e interrogava-se a ilha. Do varandim sentia-se o desmoronar do Império, perante o angustiado regresso. Deixaram casas, automóveis e tantos outros bens. Contudo, poderiam voltar à faina.

No cais também estavam muitos dos que haviam regressado de avião. Descobriam-se amigos, contavam-se amarguras, antecipava-se o futuro. Não se escutava resignação. A cidade tornara-se mais pequena, com mais gente, rostos queimados pelo sol, deambulando pelas ruas…

Edifícios degradados e com demolição anunciada e casas há anos desocupadas enchiam-se agora de refugiados. As autoridades municipais fechavam os olhos diante das ocupações. As pensões do centro da cidade estavam cheias. Nas varandas estendia-se roupa, e ao fim da tarde viam-se caras estranhas que gostavam de fixar o horizonte.

No cais também se falava do horizonte, enquanto as lagartixas corriam sobre os calhaus mais afastados das arremetidas da maré. Retornava-se a casas e fazendas distantes, entre aventuras e muito trabalho. Cada um fazia por contar proezas invulgares, como se tal lhes conferisse valor, riqueza ou admiração numa atmosfera onde as hierarquias de anos se tinham transformado em destino comum ante a incerteza do regresso.

Ao fim da tarde, o cais concitava novas atenções. Dali transmitia em directo uma estação de rádio, num programa conduzido por uma jornalista recém-regressada de Moçambique. Era o «Entardecer», quase, na totalidade, preenchido com intervenções do exterior. Em tempo mais propício à difusão da palavra do que de música, este programa alcançava considerável nível de audiência. Tratava-se de uma crónica da cidade, com imagens vivas do quotidiano.

A 22 de Novembro, o «Entardecer» foi dedicado às traineiras vindas de Benguela. A jornalista conhecia bem a temática dos refugiados. Durante quase uma hora sucederam-se entrevistas sobre a problemática viagem.

Felismina ligava sempre o seu aparelho de telefonia na sua hora de repouso, antes da preparação do jantar. Atirava-se para uma cadeira junto da janela, e ficava-se a olhar as serras do Estreito e o Cabo Girão. Bebia aos goles a sua infusão de hortelã-pimenta e, por vezes, deliciava-se com duas ou três bolachas Maria, retiradas pausadamente de uma antiga caixa de chocolates. De vez em quando, molhava a bolacha no chá, saboreando-a, enquanto parecia descortinar alguém distante através da vidraça.

O regresso daquela gente de Angola, em barcos de pesca, deixou-a pensativa. Veio-lhe depois uma enorme angústia. Já não conseguiu jantar. Também não atendeu ninguém nessa noite. Nem conseguiu dormir, tão perturbada se mostrava.

Manhã cedo, espreitou pelo tapa-sol a passagem, pela sua porta, do Remígio, motorista de táxi que habitualmente àquela hora se dirigia para a estrada, onde, resguardado pelo lampião, costumava deixar o seu Mercedes.

Felismina decidira ir ver o que se passava na cidade. Nada como se certificar do que ouvira pela rádio. Se o regresso das traineiras fosse real, então aproximava-se o fim, e entregue a estes pensamentos entrou no automóvel.

Remígio estranhou o procedimento de Felismina e, apesar da sua prática em meter conversa com os passageiros, nada conseguia arrancar da sua vizinha. Acabou por se calar, julgando que ela já lhe adivinhava os segredos muito bem guardados na sua viatura. Mas qual nada, ela apenas ia remoendo as histórias do último «Entardecer», enquanto o percurso parecia maior do que habitualmente.

Até ao centro do Funchal foram só quinze minutos. Eram agora 6:15 h na torre da Sé. Com a lua cheia, as Desertas, entre a escuridão, pareciam mais próximas. O luar abatia-se pela baía e as traineiras mal iluminadas recortavam o amanhecer.

Felismina aproximou-se da varanda do cais com um olhar penetrante e misterioso. Fixava os barcos de pesca, mas parecia não estar ali. Depois foi esquadrinhando o mar raiado pela lua e já via no espelho de água outros regressos. D. Sebastião voltaria numa manhã de nevoeiro e, acercando-se da ilha, logo desenterraria a sua espada, há muitos anos guardada no Ilhéu da Cruz.

Naquela manhã não havia neblina, e os regressos que sobre a água se desenhavam eram de gente simples. Mas ela temia pela ilha que, tendo emergido das profundezas do oceano, ao fundo não poderia regressar. A não ser que tudo fosse mentira e a espada do malogrado rei lá não estivesse.

Pela proa do Santo António já algumas pessoas se movimentavam. Felismina avistava-as, pensando na mãe e na espada que desferira golpes violentos em Alcácer-Quibir. A mãe, a avó e outros vultos, que não conseguia identificar, segredavam-lhe insistentemente que, se a espada fosse retirada da rocha, onde havia sido escondida, as águas subiriam até às escadas da Senhora do Monte, antes da ilha regressar às entranhas da terra.

Felismina calcorreava agora por sítios que parecia mal conhecer e, entre o repetido «santo e a vizinha», balbuciava palavras aparentemente sem sentido. A sua perturbada pressa despertava a curiosidade dos transeuntes. Depois de cerca duas horas de tão estranha caminhada, sentava-se finalmente no miradouro, mas parecia não ver a cidade nem o porto. O mar visto daquela altura parecia calmo. Ela continuava a falar do «santo e da vizinha», da espada de D. Sebastião e da água a beijar os pés da Senhora do Monte.

Até o dia de ontem, sempre se convencera de que a lenda, que da sua mãe vezes sem conta havia escutado, era mesmo lenda. Para reforçar essa ideia apregoava aos que a visitavam que «O Santo e a Vizinha nunca se haveriam de afundar». No entanto, depois de ter observado as traineiras e de saber do regresso de tanta gente, a confusão hospedara-se na sua mente. Ouvia aproximarem-se os exércitos reais, escutava os passos dos soldados e o galope dos cavalos. Ergueu-se, então, e, com dificuldade, trepou para o varandim do miradouro. Lá em baixo, o mar parecia chamá-la. Sentia o choro dos filhos junto ao calhau. Queria juntar-se a eles. Mas as proeminências rochosas assustavam-na.

Nesses momentos de hesitação, sentiu uma mão forte, segurando-a. Remígio, entre perguntas e alertas, logo a fez descer. Felismina explicou-lhe que os exércitos e o rei estavam a chegar. Remígio cortou-lhe a palavra, lembrando-lhe de que, nesse dia, não havia nevoeiro. Com determinação, levou-a para o carro. Depois de se certificar de que as portas estavam bem fechadas, pediu desculpas ao casal, que ali conduzira para observar a paisagem, por ter de interromper o percurso. Num inglês aceitável, disse-lhes que observassem tranquilamente a paisagem, porque dentro de meia hora lá estaria para continuar a excursão.

     

Revista Girão, Câmara de Lobos – Madeira, vol. II, n.º 1, 2005, pp. 29-32; traduzido para italiano e publicado com o título «Il santo e la vicina», in FOURNIER, António (a cura di), Nostalgia dei Giorni Atlantici, Asti: Scritturapura Editore, 2005, pp. 207-213.

 

 

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O Dia Internacional da Mulher tem a sua origem nos movimentos socialistas do início do século passado, associados à luta pelo direito de voto da mulher, ao reconhecimento da sua dignidade e à prerrogativa de participar activamente na construção de uma sociedade mais justa.

 

Habitualmente, o 8 de Março aparece relacionado com suposto episódio dramático, que a pesquisa histórica não legitima. Independentemente dos fundamentos da data, importa, todavia, referir que, desde 1909, se começou a festejar, nos EUA, o Woman´s Day e, posteriormente, em diversos países da Europa, de início sem data fixa. Pretendia-se, com esse dia, consciencializar a mulher para o valor da sua pessoa e do seu papel na sociedade. Simultaneamente, procurava-se suplantar tradicionais preconceitos e discriminações absurdas.

 

Sem menosprezar os ideais socialistas, as lutas operárias e os movimentos sufragistas, entendemos que a valorização da mulher, como pessoa e como cidadã, está também intimamente associada à educação e à revolução sexual.

 

O acesso da mulher à escola, em particular à instrução pública, inicia-se no século XIX, apesar de muitos autores, em épocas anteriores, terem preconizado o direito da mulher à educação.

 

Em Portugal, a Constituição de 1822 determinou o estabelecimento de escolas, para ambos os sexos, em todos os lugares do Reino onde conviesse, para que se ensinasse a mocidade portuguesa a ler, escrever, contar e o catecismo das obrigações religiosas e civis.

 

Contudo, é só na década de 1840 que se verifica a difusão da instrução primária para o sexo feminino no nosso país.

 

O acesso generalizado das meninas à escola pública foi dificultado pela falta de estabelecimentos de ensino, mas também pela oposição dos pais, que invocavam necessidades da economia doméstica ou resistiam aos «perigos» da educação das suas filhas, temendo virem a ser menos submissas e, por conseguinte, pouco reputadas para o casamento.

 

A imprensa teve papel relevante na promoção da educação da mulher, difundindo novas ideias e sensibilizando a opinião pública para a necessidade da frequência da escola, por ser pouco significativa face ao número de crianças recenseadas.

 

No entanto, não foi de menor valor a acção das professoras na motivação dos pais para matricularem as filhas nas escolas oficiais e se comprometerem na assiduidade. É também de justiça mencionar a dedicação dessas professoras, sobretudo as das freguesias rurais, num tempo de comunicações difíceis, instalações precárias e comodidades inexistentes. Em boa medida, o seu empenho e as muitas horas de trabalho, para além do horário estipulado, promoveram o sucesso escolar.

 

O acesso da mulher à Educação foi, sem dúvida, determinante para a sua emancipação e ascensão social. Não se julgue, porém, que escolarização significa igualdade de oportunidades, por exemplo, no mercado de trabalho. Prevalecem ainda muitas desigualdades e atitudes discriminatórias. De resto, a própria educação da mulher continua a ser um dos problemas da actualidade, em muitos países.

 

No processo de emancipação da mulher, revelou-se fundamental a possibilidade de ela própria controlar, com eficácia, a natalidade. A generalização do uso da pílula anticoncepcional, na década de 1960, permitiu à mulher evitar gravidezes indesejadas e fruir livremente da sexualidade.

 

A revolução sexual dos anos sessenta possibilitou à mulher outra visibilidade e, consequentemente, intervenção mais dinâmica na sociedade, inclusive ao nível político, como aconteceu com as manifestações de protesto contra a guerra do Vietname.

 

Falava-se, então, da libertação da mulher, tendo sido retomada a ideia da internacionalização do seu dia, embora com motivações diversas das do início do século.

 

Em 1975, a ONU declarou o 8 de Março como Dia Internacional da Mulher, no âmbito do Ano Internacional da Mulher, então comemorado, e trinta anos depois de a Carta das Nações Unidas ter proclamado o princípio da igualdade de direitos dos homens e das mulheres.

 

O fim da discriminação e da violência de género é um dos grandes objectivos deste dia.

Diário de Notícias, Funchal, 8 de Março de 2009

 

 

 

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RESULTADOS DA ELEIÇÃO REALIZADA PELO CONSELHO GERAL DA UNIVERSIDADE DA MADEIRA, A 3 DE MARÇO DE 2009

Prof. Doutor Castanheira da Costa: 17 votos a favor, 3 contra.

Prof. Doutor Manuel Teixeira: 4 votos a favor, 10 contra e 6 abstenções.

Prof. Doutor Carlos Nogueira Fino: 3 votos a favor, 13 contra, 3 abstenções e 1 em branco.

Investigadora Coordenadora Isabel Cabrita: 2 votos a favor, 8 contra, 9 abstenções e 1 em branco.

 

Como era esperado,  foi eleito o cabeça da lista vitoriosa no escrutínio para o Conselho Geral, realizado a 4-12-2008.  Logo,  o novo Reitor reúne o apoio da maioria dos professores da UMa.

A 7-12-2008, escrevi:

«[…] pelos resultados do escrutínio do passado dia 4, pelo seu perfil idóneo e pela interpretação que, a devido tempo, assumiu do papel do Reitor, face à dinâmica que o Conselho Geral obrigatoriamente imprimirá, o Prof. Castanheira da Costa reúne todas as condições para se apresentar como candidato à vitória.»

Curioso, na votação de hoje do Conselho Geral,  é o facto de um candidato de outra Universidade (Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa), praticamente desconhecido na Madeira,  ter ficado em segundo lugar, obtendo mais um voto a favor do que um professor da UMa e menos três votos contra.

 

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