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Archive for Agosto, 2010

O «nosso» Lido

A recuperação do LIDO foi finalmente inaugurada a 22-03-2016.

A placa alusiva à efeméride induz ao erro: o Lido não foi, de facto, inaugurado nesta data. Trata-se, sim, da inauguração de um projecto de recuperação e remodelação do velho complexo balnear, após a sua destruição pela fúria do mar em 2010 e pela vandalização negligentemente consentida pelas autoridades camarárias que, durante alguns anos, votaram ao abandono aquele magnífico espaço.

 

22Março2016

 

O Lido do séc. XXI (antes de Fev. de 2010).

Os frequentadores habituais do Lido, em especial, os de quase todo o ano, foram obrigados a mudar para a Ponta Gorda, mas ainda não conseguiram ambientar-se totalmente.

No Lido, cada um ou cada grupo tinha o seu canto. Na Ponta Gorda, é tudo a monte, sobretudo nos dias de grande afluência. E a situação agrava-se com a presença de numerosos grupos dos ATL ou de colónias de férias que, com natural agitação, invadem as piscinas e tudo quanto é espaço passível de estender uma toalha.

Enfim, nesta Ilha, para o cidadão comum, é difícil desfrutar do mar em dias de muito calor.

O Complexo Balnear do Lido constituía marca de referência, tanto para portugueses como para estrangeiros. Mesmo hospedados em hotéis com piscinas, muitos turistas frequentavam o Lido, pela qualidade e beleza do espaço.

Na verdade, o Lido possui localização privilegiada e, ali, o mar é inconfundível, senão único. Além disso, beneficia da fama de quase oito décadas. A diversas gerações, possibilitou o prazer excepcional da praia, com segurança e conforto.

Lugar de memórias e da memória, o Lido cativa e atrai. Para alguns, seria uma espécie de quintal de vivenda abastada, onde, quase todos os dias, apanhavam sol, nadavam, tomavam café, liam, punham a conversa em dia ou até jogavam às cartas.

Lido, Funchal (Agosto, 2010). Foto: AFGG.

Hoje, as ruínas da piscina lodacenta são uma imagem desoladora, um cenário de um vulgar filme de terror, com repercussões negativas para o restaurante e a esplanada ali existentes e, em particular, para a Madeira como destino turístico.

Compreende-se que haja outras prioridades, com respeito aos graves prejuízos do último Inverno. Incontestavelmente, é mais urgente garantir casas aos desalojados da aluvião ou restabelecer uma ligação rodoviária do que reconstruir a piscina do Lido.

Contudo, em termos turísticos, o Lido representa muito. Não é só o complexo balnear, mas também toda a sua envolvente. Trata-se de uma zona vital da actividade turística. Todos os dias, passam por ali muitas pessoas e a imagem de destruição e abandono, que retêm e registam, poderá ter efeitos negativos naquela que é a melhor promoção de uma terra: a palavra transmitida de boca em boca.

Assim sendo, não se compreende como a destruição da piscina e outros equipamentos, provocada pelas intempéries do Inverno passado, ditou um certo desinteresse ou, porventura, desleixo por aquela zona, desde as instalações sanitárias ao Passeio Público Marítimo.

Quem quiser certificar-se do que afirmo, passe por lá e, por exemplo, leia as inscrições em inglês nas paredes das instalações sanitárias. Constate também que o parque infantil está demasiado sujo, embora as crianças contribuam, todos os dias e de livre vontade, para a sua limpeza, em especial, quando deslizam no escorrega. Poderá ainda contemplar várias palmeiras secas, o mau estado dos jardins e experimentar o sistema de rega automática que agora contempla os transeuntes com um mini-duche gratuito. Mas vá de dia, porque, pela noite, quase não há iluminação eléctrica, na parte inicial do passeio do Lido e noutras zonas. Incrivelmente, até com as noites estivais os campos de jogos perderam a habitual animação. O Lido apagou-se.

Mesmo sem funcionar como complexo balnear, a imagem do Lido poderia e deveria ser melhorada. Todos beneficiariam com isso.

Diário de Notícias, Funchal, 1 de Agosto de 2010

O LIDO ANTIGO

Lido (1935)

Lido (1935)

 

UMA PISCINA FUSTIGADA FREQUENTEMENTE PELAS ONDAS DO MAR 

 

Foto: Jorge Viríssimo, 28 de Dezembro de 2009

Foto: Jorge Viríssimo, 28 de Dezembro de 2009

 

 O LIDO NA IMPRENSA DEPOIS DE 20 DE FEVEREIRO DE 2010

 

 ‘Fiéis à casa’

Frequentadores habituais querem o Lido aberto no Verão

Faça chuva ou faça sol, de Verão ou de Inverno os fins-de-semana não são os mesmos sem uma ida a banhos no Lido.

Os danos causados pelo temporal não impedem que os frequentadores habituais do complexo balnear permaneçam ‘fiéis à casa’, pelo menos enquanto a praia permanece aberta.

As obras de recuperação vão obrigar ao encerramento do Lido, uma ideia que não aguarda ao grupo. Elias, Emanuel, Alberto, José Andrade, José Relvas, Orlando e Alfredo querem o Lido aberto no Verão. Tendo em conta que os acessos ao mar não estão danificados, o grupo defende que a zona da piscina deveria ficar interdita e os restantes espaços abertos.

Ainda não há data para o encerramento do complexo e por isso Manuel Capelo, sócio-gerente de um dos cafés, mantém o estabelecimento aberto ‘um pedacinho de manhã’ e ainda que os clientes não sejam muitos.

Diário de Notícias, Funchal, 14 de Março de 2010

Cerca de 20 trabalhadores do restaurante e bares do Complexo Balnear do Lido vão para o desemprego na sequência da rescisão das concessões e encerramento do complexo para obras.

O PCP-M manifestou-se hoje ao lado dos trabalhadores, prometendo levar a questão à reunião de Câmara e à Assembleia Municipal, ambas agendadas para quinta-feira.

Diário de Notícias, Funchal, 28 de Abril de 2010

 [… ] a não abertura do Lido já este ano deve-se ao facto da Câmara Municipal do Funchal ter de fazer face a outros tantos investimentos que se tornaram necessários dada a tragédia de Fevereiro. Até porque a recuperação daquele que é o complexo balnear mais emblemático do Funchal está orçada em 650 mil euros.

Diário de Notícias, Funchal, 21 de Junho de 2010

CDU não quer que descaracterizem o Lido

O partido presta declarações à comunicação social dia 23 às 11h30

A CDU-Madeira realiza a 23 de Junho, pelas 11h30, uma iniciativa política subordinada à temática ‘Em defesa do Lido: recuperar sim, descaracterizar não!’, estando previstas para esta hora a apresentação de conclusões e a prestação de declarações à comunicação social, junto à entrada principal do Complexo Balnear do Lido, no final da Rua do Gorgulho, no Funchal.

Diário de Notícias, Funchal, 22 de Junho de 2010

Relativamente ao Complexo do Lido, estruturalmente bastante danificado, essencialmente na sua piscina principal e em face da sua longevidade, está assumida a necessidade da sua remodelação integral, de acordo com as novas regulamentações para este tipo de equipamentos, o que se traduz num processo mais demorado de concepção prévia para posterior reconstrução.

Madeira Livre, Funchal, Agosto de 2010, p. 21

4 milhões para reconstruir o Lido de 2011 a 2012

A reconstrução do Lido importará em 4 milhões de euros, disse ontem a RTP-M, citando o vice-presidente da CMF, Bruno Pereira. […] As obras de reconstrução deverão iniciar-se apenas no próximo ano, dados os avultados custos envolvidos.

Diário de Notícias, Funchal, 10 de Agosto de 2010, p. 9

Dívida à CMF manda mais 15 para o desemprego

Restaurante e esplanada do complexo balnear do Lido fecha por não pagar renda

Foi uma dívida de mais de 250 mil euros à CMF, relativa a rendas, que levou a autarquia a denunciar o contrato de concessão de um restaurante e esplanada situados no complexo balnear do Lido. A decisão tem como consequência o desemprego de 15 pessoas.

Os trabalhadores concentraram-se ontem junto a uma das portas do complexo, ainda um tanto quanto incrédulos com o que lhes estava a acontecer.

Disseram só ter sido informados do encerramento nos últimos três dias e que um dos sócios os havia confrontado com um documento, que deveriam assinar. Nenhum o fez.

Acusam os responsáveis da Atlântica de já terem encerrado várias unidades de restauração e não percebem como pode o restaurante fechar, depois de, no ano passado, ao que afirmam, ter facturado mais de 500 mil euros, sem contabilizar os proveitos da esplanada.

Perguntam também por que razão só agora a CMF decidiu denunciar o contrato e suspeitam que se deve à saída, da empresa, em Dezembro último, de um dos sócios. Essa pessoa que saiu da empresa trabalha na CMF.

O vice-presidente da Câmara garante que uma coisa nada tem a ver com a outra. De facto, um dos ex-sócios da Atlântica é funcionário da CMF, mas, ao que garante Bruno Pereira, não teve qualquer interferência na denúncia do contrato de concessão.

O vice-presidente lembra a auditoria do Tribunal de Contas à Frente Mar Funchal, que apontava exactamente no sentido de terem de ser resolvidas situações como aquela.

À porta lateral do complexo do Lido, ficaram os trabalhadores durante horas, ao longo do dia de ontem. Queixavam-se de ninguém aparecer para lhes dar alguns esclarecimentos e até de terem a porta fechada. Quanto a este aspecto, Bruno Pereira diz ter havido um mal-entendido por parte de um funcionário do complexo. Foi dada ordem para encerramento da entrada junto às bilheteiras e foi encerrada a porta por onde entravam os trabalhadores.

O vice-presidente da CMF diz que a ideia não foi impedir os trabalhadores de entrarem e retirarem as suas coisas.

A CMF vai agora encerrar todo o complexo. O restaurante e a esplanada só deverão reabrir quando todas as instalações estiverem a funcionar.

Os trabalhadores que agora deverão ir para o desemprego, queixam-se de ainda terem férias por receber e por gozar, relativamente a 2009, e feriados, também por receber, dos últimos cinco anos.

Além disso não tiveram aumentos nos últimos cinco anos, desde 2004. Vão para o desemprego, entre outras, pessoas com 14 anos de trabalho naquela empresa.

Diário de Notícias, Funchal, 10 de Agosto de 2010, p. 20

CDU quer Lido recuperado, não desfigurado

A CMF fechou a cadeado, a CDU forrou a plástico. Lido deve voltar a ser o que era

Um plástico preto e uma inscrição a branco que diz “Protesto”. Em baixo, a assinatura: CDU. Foram apenas estes elementos de comunicação que serviram de suporte gráfico à iniciativa de ontem da CDU-Madeira, às portas do complexo balnear do Lido.

Esta infra-estrutura foi fortemente atingida pelo temporal de 20 de Fevereiro e estava com acesso fortemente condicionado desde essa altura. No entanto, há justamente uma semana, o complexo foi totalmente encerrado e o restaurante fechado por falta de pagamento do concessionário à Câmara do Funchal.

A mensagem política foi depois explicada por Edgar Silva. Disse o líder do PCP na Madeira que a ideia de forrar as portas do Lido – que já estavam fechadas a cadeado –, com um plástico preto teve essencialmente dois objectivos: protestar pela forma de encerramento total daquele espaço e exigir uma recuperação que mantenha as actuais dimensões da piscina.

Edgar Silva lembra que pela primeira vez em muitas décadas o Lido teve ontem o seu primeiro domingo fechado ao público. Não apenas a piscina ou o restaurante mas todo o espaço de lazer que “era um referencial de grande importância para a cidade e até para a Região”. As autoridades, diz Edgar, “não foram capazes de perceber a importância do Lido para além da zona balnear”.

O segundo objectivo da visita da CDU foi alertar para a necessidade da recuperação não implicar a desfiguração do complexo. O líder do PCP-Madeira diz ter conhecimento da intenção de ser diminuída a área da piscina para ampliar a de solário e está contra. Essa ideia, acrescenta, merece o “protesto veemente” da CDU.  “Queremos a recuperação urgente do complexo balnear mas sem a sua descaracterização e deixando a piscina com as actuais dimensões”, disse.

Diário de Notícias, Funchal, 16 de Agosto de 2010, p. 19

NOTA

21 de Agosto de 2010

Regressei à ilha, após curtas férias. O Lido encerrou definitivamente, isto é, o restaurante e a esplanada deixaram de funcionar e os que ali trabalhavam perderam o emprego. Apesar de este desfecho ser  previsível,  é lamentável que assim tivesse sucedido. Mas, com portas trancadas, já não se pode avistar ou fotografar a piscina destruída pelo temporal do passado 20 de Fevereiro. Provavelmente, haveria melhor solução: remover destroços, impedir o acesso à piscina, permitir o livre acesso ao mar e deixar os restaurantes em funcionamento até ao início das imprescindíveis obras de reconstrução. Outro foi, porém, o entendimento camarário, justificando a deliberação com a avultada, e por certo já antiga, dívida de rendas. Entretanto, os jardins do passeio público do Lido foram limpos, o que é de louvar. Contudo, quem por ali passeia, caminha ou corre não tem ao seu dispor sanitários públicos, como normalmente acontece nas zonas de lazer e recreio. Antes havia os do Lido. Agora só resta pedir especial permissão nos bares e restaurantes da zona para uma ida ao WC.

Câmara perde 210 mil euros com Lido encerrado

Este ano as receitas totais ficaram nos 300 mil euros, contra os 500 mil de 2009

Márcio Berenguer

O encerramento do Complexo Balnear do Lido custou à ‘Frente Mar Funchal’ 210 mil euros em ingressos não vendidos, precisou ao DIÁRIO o administrador da empresa, Ricardo Nunes.

O Lido, que foi encerrado em Fevereiro último devido aos estragos provocados pelo mar, é dos quatro complexos – a ‘Frente Mar’ também explora a Ponta Gorda,  Barreirinha e Poças do Governador – o mais lucrativo. Num ano ‘normal’, as receitas de entradas ultrapassam os 300 mil euros, face aos cerca de 200 mil da Ponta Gorda e aos 25 mil gerados pela bilheteira da Barreirinha.

A este prejuízo soma-se aos já anunciados quatro milhões de euros que vão custar as obras de reconstrução do complexo, previstas para arrancar no próximo ano.

Até lá, e quase garantidamente durante o tempo que decorrerem os trabalhos, um dos ‘ex libris’ da cidade irá continuar encerrado, depois de no início do mês passado a Câmara Municipal do Funchal ter denunciado o contrato de concessão dos restaurantes e bares do complexo, alegando incumprimento.

Esta situação provocou uma onda de protestos, não só entre a sociedade civil, como na política. O professor e historiador Nelson Veríssimo foi a ‘voz’ da tristeza de quem viveu todo um Verão, pela primeira vez em várias décadas, sem o Lido. “Provavelmente, haveria melhor solução [do que o encerramento]: remover destroços, impedir o acesso à piscina, permitir o livre acesso ao mar e deixar os restaurantes em funcionamento até ao início das imprescindíveis obras de reconstrução”, escreveu Nelson Veríssimo no blog ‘https://passosnacalcada.wordpress.com’.

Já a CDU juntou-se ao protesto dos 15 funcionários dos quatro espaços de restauração que perderam o emprego, ao mesmo tempo que exigia que a recuperação do complexo não o descaracteriza-se. “Queremos a recuperação urgente do complexo balnear mas sem a sua descaracterização e deixando a piscina com as actuais dimensões”, disse o líder dos comunistas madeirenses, Edgar Silva, explicando que a CDU tem conhecimento que a piscina poderá ser reduzida para aumentar a área de solário.

Para já, o que se sabe, é que as portas do complexo vão continuar encerradas – deixando toda aquela zona sem um parque infantil e um campo de jogos -, e que a reconstrução só deverá ficar terminada em 2012.

‘Frente mar’ quer reabrir esplanada

A ‘Frente Mar Funchal’ está a estudar a possibilidade de reabrir a esplanada do Lido, para tentar minimizar os prejuízos provocados pelo encerramento daquele complexo. Ricardo Nunes, administrador da empresa, diz que o projecto está a ser equacionado em termos viabilidade económica, sendo que uma das hipóteses é a exploração ser feita pela própria ‘Frente Mar’. Sobre o encerramento dos quatro espaços de restauração, que terão uma dívida à ‘Frente Mar’ próxima dos 250 mil euros, relativa a rendas, Ricardo Nunes diz que o caso está no departamento jurídico, e deverá entrar nos tribunais brevemente. Na Justiça, de acordo com o Sindicato da Hotelaria, está também pelo menos um dos processos de despedimento. “Um dos trabalhadores pertence ao nosso sindicato, e o processo já seguiu para tribunal”, disse Adolfo Freitas, coordenador do sindicato, esclarecendo que os restantes não quiserem o apoio desta estrutura.

Diário de Notícias, Funchal, 29 de Setembro de 2010, p. 4

Reconstrução do Lido

  • Ricardo Duarte Freitas, «CDS-PP quer Lei de Meios a cobrir os 5 milhões do Lido», Diário de Notícias, Funchal, 9 de Março de 2011, p. 17
  • Bruno Pereira, «A requalificação do Lido», Diário de Notícias, Funchal, 25 de Março de 2011, p. 10.

Refere que a Câmara Municipal do Funchal pretende elaborar o projecto de execução no corrente ano, lançando em 2012 o concurso público para a sua execução; prevê a conclusão da obra em 2013 e estima que custará 6 milhões de euros. Por fim, afirma que «até à sua conclusão o Funchal dispõe de boas alternativas para que a sua população possa usufruir do nosso excelente litoral.»

Comentário: Seria interessante que o Senhor Vice-Presidente da CMF revelasse quais são essas alternativas e quanto custam. Uma unidade hoteleira com piscina e acesso ao mar também poderá ser considerada uma alternativa? Mas quanto importa? De resto, em minha opinião, a Barreirinha e a Ponta Gorda não substituem o Lido, nem tão-pouco se comparam. São complexos balneários que nos vão remediando (mas não no Inverno), na falta do Lido. Apenas isso! O problema dos «políticos» é não frequentarem os complexos balneários públicos!
PROJECTO DE REMODELAÇÃO DO COMPLEXO BALNEAR DO LIDO

Data de colocação do procedimento: 21-08-2011

Data limite de recepção de propostas: 04-09-2011

Abertura de propostas: 05-09-2011 às 10 horas

Ver:

http://www1.cm-funchal.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=469:projecto-de-remodelacao-do-complexo-balnear-do-lido&catid=149:concursos-a-decorrer&Itemid=361

  • Marta Caires, «Arquitectos preocupados com concurso do Lido», Diário de Notícias, Funchal, 20 de Agosto de 2011, p. 3

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A RECONSTRUÇÃO DO LIDO ESTÁ, PARA JÁ, SUSPENSA

«A ordem é de contenção e, para já, está suspensa a construção do Lido. O presidente da Câmara deixa claro que sem garantias de financiamento – e uma clarificação sobre a Lei de Meios – não avança com a obra.» (Diário de Notícias, Funchal, 6 de Dezembro de 2011, p. 19)

Depois de tantas promessas, agora vem com esta! Espero que a CMF e o Governo Regional se venham a entender sobre a Lei de Meios e não se esqueçam de que a  reconstrução do LIDO é um investimento prioritário para os funchalenses e para o Turismo desta Região.

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Diário de Notícias, Funchal, 30 de Dezembro de 2011, p. 13

Marina sem barcos faz esquecer Lido com turistas

É polémica a decisão de afectar 20 milhões de euros da lei de meios à marina

Raquel Gonçalves

A decisão de afectar mais de 20 milhões da Lei de Meios para a 3ª fase da famigerada marina do Lugar de Baixo, que incluirá a reconstrução dos paredões, está a gerar um crescente clima de incompreensão, mesmo no seio da maioria que sustenta o Governo Regional.

O despacho assinado pelo vice-presidente e pelo secretário das Finanças é apontado, em surdina, como mais um sinal do desnorte e do alheamento face aos problemas reais da Região. Só assim se explica enterrar mais dinheiro numa obra que ainda não trouxe mais-valia nenhuma e que apenas tem sido um sorvedouro de dinheiros públicos. No caso das verbas da Lei de Meios a situação torna-se mais gritante, quando se sabe que estão por fazer muitas obras das quais depende a segurança das populações e outras com mais retorno.

Os críticos são muitos, mas ninguém quer dar a cara. A coberto do anonimato confessam, no entanto, a estupefacção e dizem que se for para enterrar na marina do Lugar de Baixo o melhor é mesmo o dinheiro não vir, “porque não está tempo para andar a brincar às marinas”.

Entre outras obras que estão por fazer referem o caso do Lido, que custaria muito menos e cujos benefícios seriam muito maiores, nomeadamente em termos de turismo. O Lido tem turistas, a marina não tem barcos.

[…] Raimundo Quintal sublinha que é “uma loucura gastar dinheiro no Lugar de Baixo e esquecer o Lido como espaço intercultural de madeirenses e turistas. Urge que aquele complexo seja urgentemente recuperado, mesmo que sem ‘coisas loucas'”. “Bastaria uma piscina oceânica sem luxos”.

O geógrafo e ambientalista diz que a única explicação para se deixar o Lido tal como está encontra-se numa classe média “que tomou conta do poder e que nunca se misturou com o povo”. “Criaram o Clube de Turismo, que é um anacronismo, pois é frequentado por madeirenses, enquanto que os turistas sempre preferiram o Lido”.

Raimundo Quintal defende que racional seria recuperar o Lido, em vez de gastar dinheiro numa marina que “tem tantos barcos como se tivesse sido construída no Curral das Freiras”.

Incrível! Atirar milhões de euros ao mar, em tempo de crise, e votar ao abandono um complexo balnear com uma localização privilegiada e que servia tantos madeirenses e turistas! Falta visão estratégica e sentido de responsabilidade a estes governantes. 

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Diário de Notícias, Funchal, 1 de Janeiro de 2012, p. 4

Lido renaturalizado e com zonas gratuitas

Novo projecto para o Lido reduz para cerca de metade o valor de recuperação

Raquel Gonçalves

A Câmara Municipal do Funchal está a reformular a candidatura ao programa Intervir+ no sentido de alterar o projecto de recuperação previsto para o Lido.

A ideia é não só baixar o valor total do concurso dos seis milhões e meio de euros para cerca de metade, mas também alterar toda a filosofia do complexo balnear e da zona circundante.

É uma autêntica revolução que assenta em quatro vectores essenciais: renaturalizar o Lido e a costa, criar um interface com a promenade, estabelecer uma zona franca gratuita de acesso ao mar e zonas de lazer e melhorar os jardins e as áreas de circulação.

Para tal, será demolida toda a zona construída, onde actualmente se situam os restaurantes, bares, vestiários e escadarias, permitindo assim acabar com a barreira que impede a ligação ao mar.

A zona paga irá circunscrever-se apenas à piscina, que terá menores dimensões e, provavelmente, um carácter oceânico. Todas as outras zonas que hoje fazem parte do enorme complexo vão criar um interface com a promenade e terão acesso directo ao mar de forma gratuita, potenciando a sua utilização pela população durante todo o ano e não apenas nos meses de verão e, para mais, de forma gratuita.

Ao DIÁRIO, Miguel Albuquerque, dado os danos, o Lido tem um volume de obras muito elevado. A ideia é melhorar aquela estrutura em termos de gestão e de redução de custos operacionais.

Isto implicará, desde logo, uma reformulação a piscina, que nem cumpre os actuais critérios regulamentares em termos de dimensão e profundidade. Além disso, a própria estrutura do complexo está desactualizada, em virtude de ter muitos espaços não utilizados ou desajustados, como é o caso do excesso de cabinas, da casa das máquinas demasiado exposta ao sudoeste e de toda a zona de betão com escadarias e vários acessos.

“A nossa ideia é fazer uma piscina mais simples e optar por uma filosofia de interface entre o Lido e a promenade, renaturalizando toda aquela zona”. Serão, para isso, demolidos os elementos dissonantes, reabilitando as rochas naturais, com zonas de passeio e reduzindo a área paga.

Isto permitirá abrir a zona à população durante todo o ano e acabar com o muro de betão que hoje cria uma barreira entre a promenade e o mar, que actualmente só volta a estar acessível na zona do Gorgulho.

Na zona do forte será concessionado um restaurante, mas a grande novidade é o acesso livre e gratuito ao mar para banhos e outras actividades, como a pesca ou os simples passeios à beira-mar.

A parte da piscina, depois de ser retirado o autêntico monstro de betão que hoje existe, terá estruturas muito mais leves e será concessionada como zona paga, mas voltando a ser uma área de frente-mar, com a renaturalização da costa.

Miguel Albuquerque explica que além de todas as mais-valias o novo projecto não representará uma quebra de receitas. Ao reduzir substancialmente os custos estruturais de manutenção da piscina e de toda a área circundante será criado um novo equilíbrio.

O Lido que actualmente é demasiado grande vai de futuro ter uma gestão mais equilibrada, com a grande vantagem de se devolver um acesso directo ao mar à população, através da criação de uma zona franca. Dentro do complexo, deixará de existir, palas, escadas e betão, que dão lugar a zona de solário bem arranjadas. “Quem quiser ir à piscina paga, quem não quiser vai ao mar e está bem servido”.

Esta será então a solução para o Lido, que assim se vem juntar a uma série de outras obras que a autarquia já realizou no âmbito dos danos causados pelo 20 de Fevereiro.

Na limpeza da cidade, reabertura de caminhos, abastecimento de água, limpeza de taludes foram já gastos sete milhões de euros do orlamento camarário, tendo o Governo disponibilizado 915 mil euros através de contratos/programa.

Inicialmente, o Lido e outras obras foram apresentadas à Lei de Meios, mas nova orientação ditou apresentação de novo projecto ao programa Intervir+.

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Vice-Presidente do Governo Regional responsabiliza a Câmara Municipal do Funchal pela não inclusão do Complexo Balnear do Lido no programa de recuperação financiado pela Lei de Meios e pelo atraso na candidatura a um programa de financiamento (‘Intervir+’)

Entrevista ao Diário de Notícias, Funchal, 5 de Janeiro de 2012, pp. 10-11, conduzida pelo jornalista Ricardo Miguel Oliveira:

Quanto é que foi estipulado para a reconstrução do complexo balnear do Lido?

Na altura foi pedido a tudo quanto era instituição para apresentar as fichas relativas aos prejuízos causados pelo temporal de 20 de Fevereiro, necessárias para a obtenção dos mil milhões de euros. A Câmara do Funchal também fez a listagem dos estragos e entregou um ficha com 600 mil euros para recuperar o Lido. Essa ficha foi logo aprovada.

Mas a mesma autarquia garante agora que precisa de seis milhões para o Lido!

Perante a ausência de um projecto para pormos a andar o Lido questionámos a Câmara. Viemos a saber que a CMF se preparava para apresentar um projecto que já não era para recuperar o Lido mas sim de um Lido novo. E foi com alguma surpresa que detectámos que de uma ficha de 600 mil euros se passava para um investimento de 6 milhões, que não estavam previstos. Mesmo assim, dada a importância estratégica que tem o Lido, de eu pessoalmente considerar que o Lido é património cultural e desportivo – eu treinei naquela piscina muitas manhãs, às 8 da manhã com água gelada, e também tenho um carinho especial pelo Lido, (não é só o Raimundo Quintal que tem a exclusividade a esse nível e ele que me desculpe de eu estar a dizer isto!) – proporcionei um encontro com o vereador Bruno Pereira que tinha este assunto a seu cuidado e tentámos ver nessa reunião como é que, para além dos 600 mil, se encontrava uma verba que desse para que a Câmara conseguisse resolver o seu projecto. Chegámos a acordo os dois de que o projecto concorreria ao ‘Intervir+’, a fundos comunitários, para ir buscar uma verba já substancial que dava para fazer o projecto quase todo mas satisfazendo plenamente a CMF. Estava convencido que essa candidatura já tinha sido apresentada no Instituto de Desenvolvimento Regional. Recebi ontem a informação que a candidatura ainda não foi apresentada. Neste momento falta a Câmara apresentar a candidatura para ver aprovados os fundos e poder lançar mãos à obra. Mas eu também sei que a Câmara só está interessada em fazer isto a partir do Verão. Portanto, não me podem acusar a mim, que até ajudei a resolver o problema do Lido e de ter indicado o caminho para resolver o problema do Lido, de estar a obstaculizar qualquer coisa que diga respeito à obra do Lido. Antes pelo contrário.O que importa destacar é que nunca se pode tirar dinheiro de uma obra para pôr noutra, porque há fichas aprovadas por comissões técnicas e o dinheiro não pode sair dali. Ou se faz aquela obra ou não se faz…

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Jornal da Madeira, Funchal, 20 de Abril de 2012

O executivo camarário funchalense apresentou, ontem, um estudo prévio para a recuperação do complexo balnear do Lido.

Duas piscinas mais reduzidas, maior renaturalização tendo em linha de conta a recriação dos espaços balneares madeirenses tradicionais, novos espaços verdes e maior abertura ao público são, para já, as grandes novidades de um projecto que deverá reduzir em cerca de 30 por cento o valor inicial, estimado em cerca de seis milhões.

De acordo com Miguel Albuquerque, toda a revisão do projecto visou, sobretudo, esbater o subaproveitamento dos cerca de 1,5 hectares de área do Lido, tendo sido tomada a decisão de alargar a promenade até às antigas varandas, aumentando a área da mesma e possibilitando a aproximação ao mar. Outra novidade será a abertura do espaço todo o ano, sendo que no verão as entradas para o complexo serão pagas, enquanto no inverno as piscinas serão esvaziadas (para evitar gastos de manutenção elevados) mas as portas ficarão abertas para usufruto gratuito do acesso ao mar. O presidente da Câmara explicou que os balneários e a área de serviços mantêm-se praticamente nos mesmos locais, mas o revestimento do complexo irá privilegiar o basalto, à semelhança da Ponta Gorda, numa nova filosofia que visa tornar o espaço do Lido mais natural. A piscina para adultos terá uma dimensão de 25x15m (em vez dos actuais 50) e a das crianças ficará com 15×10, obedecendo assim às regras europeias. Esta situação permitirá também uma redução nos custos com a aquisição dos sistemas de bombagem. A obra, que segundo explicou Miguel Albuquerque contou com o contributo de toda a vereação, por ocasião da realização, há uns meses atrás, da reunião da Câmara na Estação de Biologia Marítima, será agora orçamentada ao longo das próximas duas semanas, para respectiva candidatura à Lei de Meios.

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Diário de Notícias, Funchal, 14 de Junho de 2012, p. 14

http://www.dnoticias.pt/actualidade/politica/329458-cdu-quer-reabertura-imediata-do-lido

CDU quer reabertura imediata do Lido

A CDU quer a reabertura imediata do Complexo Balnear do Lido, por forma a que a estrutura possa ser utilizada já este Verão.

Dírio Ramos considera que os planos da Câmara do Funchal para aqueles espaço são uma loucura irrealizável numa altura em que a “Região está de tanga”.

O primeiro projecto, que contava com verbas da Lei de Meios, era de 6 milhões de euros, enquanto que o segundo, no sentido de renaturalizar o Lido, ficaria por 4,2 milhões, o que, seguindo a tradição de derrapagem nas obras públicas, acabaria por ficar pelos seis milhões iniciais.

Posto isto, Dírio Ramos diz que a proposta da CDU vai no sentido de proceder a uma limpeza geral daquele conjunto balnear, interditando as zonas perigosas, e fazendo a abertura do complexo, sem piscinas, mas com área de solários, acessos ao mar e presença de nadadores salvadores.

O vereador da CDU entende que seria possível recuperar 70% da zona de solário e fazer daquele espaço um acesso gratuito ao mar.

Dírio Ramos diz que vai confrontar amanhã a autarquia com esta “proposta minimalista,” que apenas exige a limpeza e a existência de alguns duches e de casas de banho.

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«CDU quer reabertura do Lido»

EU TAMBÉM!

Ao abandono não serve os madeirenses. É uma nódoa negra numa zona turística. Um péssimo cartaz numa ilha que carece de espaços de lazer marítimos. A degradação torna-se maior a cada dia que passa. O famoso complexo balnear serve agora de cais para pescadores amadores e lugar discreto para sexo e consumo de estupefacientes. O cenário de destruição e desleixo propaga-se ao Passeio do Lido.

E a Câmara do Funchal fica-se pelos projectos…

Vamos exigir a reabertura do «nosso» LIDO.

Como o LIDO não há igual. E são mais de 70 anos de História e de histórias.

(17 de Junho de 2012)

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Ontem, pelo fim da tarde, fiz uma visita ao Complexo Balnear do Lido. Entrei pelo portão poente que se encontrava escancarado. Não imaginava o cenário de destruição que haveria de presenciar, apesar das fotos publicadas e dos relatos que me tinham chegado. Está tudo escaqueirado! Comigo, vários turistas observavam surpreendidos um complexo destruído. De oásis passou a lugar horrível.

Os temporais, a incúria da Câmara Municipal do Funchal e o vandalismo do povo dito «superior» explicam, em boa parte, o estado a que chegou o «nosso» Lido.

Seria bom que o presidente da Câmara Municipal do Funchal, o vice-presidente do Governo Regional e a secretária do Turismo e Transportes visitassem também o Lido, para analisarem como aquelas imagens podem promover o Turismo. Já agora dêem uma voltinha pelo Passeio do Lido e verifiquem o lamentável estado a que chegou. E se tiverem vontade de fazer um xixi entrem num restaurante ou vão atrás de uma palmeira, porque aquela é zona de lazer sem WC.

(20 de Junho de 2012)

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Jornal da Madeira, Funchal, 21 de Junho de 2012, p. 5

Obras no Lido sem data de conclusão

A Câmara Municipal do Funchal estima que a execução do novo projecto para o Complexo Balnear do Lido custe entre 2,5 e 3 milhões de euros, mas afasta a hipótese de as obras estarem terminadas em 2013, como chegou a ser anunciado pelo executivo camarário. Bruno Pereira, vice-presidente da Câmara Municipal do Funchal (CMF), diz que não é possível, neste momento, se «comprometer com prazos», nem sequer garantir que as obras vão para o terreno este ano. «Será difícil», diz apenas.

O Complexo do Lido, destruído pelo temporal de 20 de Fevereiro de 2010, tinha um projecto inicial que representava um investimento de cerca de seis milhões de euros, mas as dificuldades financeiras levaram a que o plano fosse revisto e o seu investimento diminuísse para menos de metade. Para tal, a Câmara Municipal anulou o concurso e avançou para uma solução interna alternativa, que ainda decorre. O plano está, neste momento, na fase de especialidade. A Câmara mantém a decisão de reconstruir o Lido, mas garante que o projecto só avançará «quando estiver tudo em condições» e assegurada a totalidade do financiamento, uma vez que a actual legislação obriga a mais «cautelas e certezas maiores do que num passado recente».

Por outro lado, Bruno Pereira recorda que a Lei de Meios foi prorrogada no tempo, «ou seja, a própria Região assumiu publicamente que todos nós, nesta conjuntura, teríamos dificuldades de fazer todo aquele volume de obras nos três anos iniciais que a Lei de Meios previa». Acrescenta que, neste momento, a CMF está a trabalhar em questões prioritárias, nomeadamente na consolidação de taludes, onde estão a ser investidos quase um milhão de euros, e no apoio a famílias e a habitações. «Essas obras são fundamentais porque trata-se da segurança das pessoas», sublinha o vice-presidente da Câmara.

Quanto à data prevista para a conclusão das obras, o autarca refere que as mesmas não podem ser decididas em função de calendários, nomeadamente eleitorais, «por melhor que isso seja, porque não é essa a nossa maneira de trabalhar».

Bruno Pereira lembra ainda que existem alternativas ao Lido no Funchal quer nas praias não pagas (Praia Formosa, Gorgulho e São Tiago), quer nas pagas (Barreirinha, Doca do Cavacas e Ponta Gorda).

O Jornal da Madeira informa que a reconstrução do Lido não tem data de início das obras nem tão-pouco prazo de conclusão. O que não constitui novidade, nem sequer notícia. Mas o título é, muito naturalmente, enganador: «Obras no Lido sem data de conclusão». Pois se não começaram nem a obra foi posta a concurso para adjudicação…! Há cada uma…!

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Diário de Notícias, Funchal, 23 de Junho de 2012, p. 10

Lido – usar agora, recuperar depois

Dírio Ramos, Vereador do PCP na CMF

O nosso Lido, data dos anos trinta e, em 1982 sofreu uma grande remodelação. A deficiente conservação levou a enormes encargos com manutenção curativa.

Criado para proporcionar à população residente acessos ao mar, serviu também para os turistas que o frequentavam pela sua qualidade do espaço.

Quantos amores e paixões passaram pelo Lido! Encontros e desencontros… corpos bronzeados… mergulhos… campeonatos de natação…

Veio a desgraça de Fevereiro de 2010, e aproveitando a hipótese remota de um financiamento europeu e da Lei de Meios, a CMF gastou 200 mil euros com o projecto da obra de 6 milhões, que estaria concluída em 2013. Novo – riquismo, demagogia, despesismo. O projecto foi lançado ao lixo, mas custou muito aos contribuintes.

Falaram na «renaturalização», projecto feito no interior da CMF, estimada a obra em 70% do anterior, ou seja 4,2 milhões de euros. O projecto não está feito, não há verba, nem financiamento para a obra, que com as derrapagens vai para os 6 milhões. As verbas envolvidas dariam para construir 120 apartamentos T3, a preço de custo.

Nem daqui a 4 anos estará pronta esta obra. O que fazer até lá?

O povo sofre, os estrangeiros interrogam-se, o Lido degrada-se. É um cenário de terror!

A CMF abandona o Lido de quatro gerações! Para nós, o Lido deve abrir este verão, desde que tenha nadadores salvadores, duches e zonas condicionadas.

Apresentada esta ideia na CMF, Albuquerque não soube explicar quando começaria a obra, nem o valor, nem o planeamento da mesma.

Quanto à limpeza mínima e da utilização do Lido sem piscina, conheço dezenas de voluntários disponíveis para pôr mãos à obra e abrir o Nosso Lido ainda este Verão.

Por mim, mesmo no futuro, defendo manter no essencial o Lido do passado, corrigido tecnicamente, mas sem o descaracterizar!

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Diário de Notícias, Funchal, 6 de Julho de 2012

http://www.dnoticias.pt/actualidade/politica/333560-cds-pp-questiona-se-sobre-o-facto-do-lido-estar-encerrado

CDS-PP questiona-se sobre o facto do Lido estar encerrado

Rui Barreto diz ser “inexplicável” que o complexo balnear continue fechado

O CDS-PP considera que não há “vontade política” da Câmara Municipal do Funchal (CMF) para devolver o Complexo Balnear do Lido à população e aos turistas.

Rui Barreto considera “inexplicável” que o Lido continue encerrado.

“Devo recordar que na altura do 20 de Fevereiro foi a CMF que fez uma avaliação dos danos, a qual foi na ordem dos 600 mil euros. Depois a Câmara quis avançar com um projeto de grandeza na ordem dos seis milhões. Pergunto pelos custos que se tiveram pelo Lido estar encerrado quando os danos tinham sido apurados pela Câmara em 600 mil euros. Porque é que não se fez uma rápida intervenção recebendo os madeirenses e os turistas, no sentido de potenciar aquela que é a exploração de uma empresa municipal que é a ‘Frente Mar’, questionou.

O deputado do CDS/PP falava aos jornalistas, esta tarde, no âmbito da iniciativa ‘Ao Encontro dos Cidadãos’, após uma reunião com a direção da Quintinha de São João.

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Diário de Notícias, Funchal, 7 de Julho de 2012, p. 13

PP pergunta porque é que o Lido está fechado

Rui Barreto diz ser “inexplicável” que o complexo balnear continue fechado

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PRESERVAÇÃO DE OBRAS DE ARTE NOS ESPAÇOS PÚBLICOS:

A ONDA, DO LIDO

Perante a destruição do Complexo Balnear do Lido, a Câmara Municipal do Funchal deveria, de imediato, acautelar um baixo-relevo que ali se encontra. Trata-se de uma obra do escultor alemão Walter Kalot, datada de 1981, ainda em estado de conservação razoável. Recorde-se que, por esta escultura, Kalot foi distinguido pela CMF.

(8 de Julho de 2012)

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Tribuna da Madeira, Ano 13.º, n.º 663, Funchal, 13 de Julho de 2012, pp. 8-10

Lido e Quinta Magnólia votados ao abandono. Os dois espaços  já foram, em tempos, locais muito utilizados tanto por madeirenses como por turistas

Sara Silvino

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Diário de Notícias, Funchal, 29 de Julho de 2012, p. 19

CDU luta pelo Lido aberto ainda durante este Verão

Marta Caires

O Lido tem condições para abrir parcialmente desde que exista vontade da Câmara Municipal do Funchal. Dírio Ramos, que ontem esteve na zona do complexo balnear, diz que basta isolar a piscina, fazer algumas obras de segurança e contratar uns banheiros. A proposta será apresentada na próxima reunião de vereação na quinta-feira e é, segundo o vereador da CDU, melhor solução do que o actual impasse.

A intervenção para abertura parcial do Lido já devia ter sido feita, os atrasos apenas prejudicam os funchalenses e os turistas. Com algumas obras para garantir a segurança e alguns nadadores-salvadores, o Funchal teria mais um espaço de lazer e um acesso ao mar. A verdade é que enquanto se espera pelo dinheiro, pelos seis milhões de euros necessários, a cidade perde um cartaz turístico importante.

Dírio Ramos entende que o projecto inicial de recuperação do Lido era mais vantajoso e conservava o cartaz. Ou seja, mantinha uma piscina grande e de água salgada. Essa piscina era, segundo o comunista, algo que se podia oferecer aos turistas porque era diferente das piscinas dos hotéis. Seja como for, as demoras são más, sublinhou ontem o comunista.

O complexo balnear do Lido está fechado desde 2010, quando, na última semana de Fevereiro, a piscina ficou totalmente destruída pela agitação marítima. A reconstrução, avaliada em seis milhões de euros, foi entretanto incluída no plano de obras a fazer ao abrigo da Lei de Meios.

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Jornal da Madeira, Funchal, 5 de Agosto de 2012

Novos e velhos projectos

[…]

Por isso, quando dou por comunistas a defenderem a abertura do Lido, tal como está, bastando uma limpeza higiénica, fico triste, porque escrevi coisa semelhante, aqui nestas colunas, já lá vão meses. E que meses. Ainda a Câmara Municipal do Funchal fazia as obras da ciclovia na estrada Monumental, que muito aborreceram aqueles que costumavam realizar a sua caminhada diária ao fim da tarde ao som daquele slogan: “mexa-se pela sua saúde”. E era aborrecido porquê? Porque havia pó, e lama, daquela terra revolta, numa obra que tinha pouco pessoal, demorou uma eternidade, e que está hoje sem utilização praticamente nenhuma. A ideia poderá ser boa, mas o povo ou não sabe andar de bicicleta, ou então não gosta de tão pequena pista para pedalar. É um piso bom para os que correm a penates.

Entre a Pontinha e o Forte de São Tiago, todas as tardes, vejo grupos de ciclistas e dezenas de outros seres humanos, que fazem aquele percurso a pé ou de bicicleta. Dentro da própria Pontinha há quem treine jovens na arte de bem pedalar, como há um conjunto de meninas que treinam a patinagem de velocidade. Serão as medalhadas da Costa de Baixo?

Há quem utilize o espaço interior da Praça do Mar em frente às Vespas. E pelos vistos (ou não) seja do Tribunal de Contas ou dos tribunais populares, a Câmara tem projecto para aumentar o percurso não utilizado da ciclovia até à porta de entrada na cidade do Funchal.

Os comunistas preferem o Lido. Eu que justamente os condeno, pelas asneiras que dizem, ou pela demagogia em que incorrem, faço-lhes justiça neste caso do Lido. Aquela obra parada, sem utilização, depois de maravilhosos anos de excelente utilização, lotado até à franja rochosa que se despenha sobre o mar azul, teve fama e tem propaganda na Internet como sendo dos melhores complexos balneares desta terra. Embora seja hábito classificarem certas obras, como das melhores da Europa e até do mundo, não alinho nesse coro. O Lido é actualmente um fantasma. Transformado em fotocópia da Marina do Lugar de Baixo. É um luxo ter aquilo parado, e investir milhões de euros em obras de fraca utilização.

É preciso ter um conhecimento profundo das necessidades regionais para nos lançarmos em projectos cujos ingredientes constituam uma receita de sucesso. Depois, se queremos continuar a pensar em Turismo, como principal motor da nossa economia, então pensemos em qualidade máxima. Não pretendo contrariar as ideias de ninguém, pois não sei que estudos foram realizados para justificar o prolongamento da ciclovia. Reconheço que preteriram há anos a realização de obras no Lido.

[…] Respeito a decisão dos responsáveis em fechar o complexo balnear. Não há dinheiro para repor o que existia. Admito. Acredito inclusive que o novo projecto seja mais ambicioso e custe muito mais. Cada um sabe da sua vida e das suas responsabilidades, e faz as opções políticas que entender para o interesse dos munícipes. Respeito.

Mas se para tudo é preciso um estudo de viabilidade (seja o que for) é no mínimo duvidosa a prioridade no prolongamento da ciclovia que efectivamente não tem a utilização anunciada. Desde a primeira hora, defendo a necessidade de devolver o Lido à população madeirense, e aos estrangeiros que nos visitam, e que gostarão de frequentá-lo, como sempre aconteceu. Queremos a paisagem recuperada depois dos incêndios que destruíram património e deixaram pessoas na miséria.

Mas temos de complementar a oferta da paisagem, e trazer o Lido de volta para atenuar os Verões quentes dos madeirenses. Estas coisas fazem-se com alianças. O que existe não chega. Façam uma espreitadela à Barreirinha e calhau do Forte de São Tiago, Praia Formosa, Ponta Gorda e Poças do Governador, ao Clube de Turismo e Clube Naval do Funchal, para sabermos dos milhares de pessoas que frequentam essa faixa de mar.

A opção é relançar o que mais nos distingue de outros destinos concorrentes, explorar o que de melhor temos. Sem pestanejar, há que apostar nesta área, diversificando a oferta para responder à conjuntura económica e à quebra em sectores que outrora foram importantes para a Madeira. Há jovens à espera de empregos. Fervilham ideias no campo das artes e dos ofícios resultando num bulício citadino fantástico. Porque esperamos? Regressar às origens? Ou criar estruturas que sejam motivo de atracção para novos segmentos de negócio?

O Lido tem condições para diversificar ofertas em vários domínios, bem como toda aquela ampla zona com acesso fácil ao mar. Explorar recursos marítimos tem muito que se lhe diga. Não sou perito nessas matérias, nem estou interessado em nenhum negócio ligado ao mar. Mas haverá quem esteja. O problema prende-se com os empreendedores. O negócio de restaurantes e bares, em toda aquela faixa, está em alta. É sinal de que há frequentadores e consumidores. Olhar a linha do horizonte não resolve nada. Importa ser criativos, imaginativos e aproveitar o que temos.

Gilberto Teixeira, «Novos e velhos projectos», Jornal da Madeira, Funchal, 5 de Agosto de 2012

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Diário de Notícias, Funchal, 7 de Setembro de 2012, p. 15

CMF abre parcialmente Lido em Maio

As obras da primeira fase de reconstrução do complexo balnear do Lido, destruído na sequência do temporal de Fevereiro de 2010, deverão ser adjudicadas até ao final do ano, disse ontem o vice-presidente da Câmara Municipal do Funchal, após reunião do executivo autárquico.

Bruno Pereira revelou que o valor-base do concurso público é de 282.500 euros, tendo sido ontem deliberado pedir à Assembleia Municipal a autorização para a respectiva abertura. O autarca explicou que esta primeira fase, com um prazo de conclusão de 180 dias, contempla trabalhos numa zona que passará a estar aberta todo o ano e com acesso gratuito. Os trabalhos incluem a demolição de alguns elementos do espaço, como a vedação, a melhoria de pavimentos e das escadarias de acesso ao mar, ou os chuveiros. Bruno Pereira referiu ainda que esta área poderá abrir portas em Maio de 2013, antes do início da próxima época balnear.

O responsável sublinhou que esta não é uma intervenção “desgarrada”, mas está integrada no projecto de arquitectura global de remodelação do complexo balnear, cujo investimento total está orçado em cerca de 2,8 milhões de euros e inclui a reabilitação da zona da piscina.

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Diário de Notícias, Funchal,  9 de Setembro de 2012, p. 16

PCP quer Lido de volta

O PCP está contra a “propaganda” da Câmara do Funchal sobre o complexo balnear do Lido. O vereador Dírio Ramos advertiu ontem que, ao contrário do que deseja a CDU, o que vai estar pronto no próximo ano é apenas uma pequena parte, que não tem em conta as obras de engenharia marítima. E isso por causa da falta de dinheiro, lembrou o dirigente comunista.

Dírio Ramos lembra que apenas será feita para já uma “micro-obra” para “lavar a cara” daquele complexo, mas que o essencial para devolver o Lido ao que já foi continua por fazer e não será feito tão cedo por falta de dinheiro. M. S.

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Diário de Notícias, Funchal,  27 de Julho de 2013, p. 4

Primeira fase do Lido já está a funcionar

[abertura da parte oeste, junto à praia do Gorgulho, com acesso ao mar gratuito e um bar no fortim; abriu a 26-07-2013; custo = 271 000 euros]

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http://www1.cm-funchal.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=635&Itemid=176

Complexo Balnear do Lido: projecto de renaturalização, da autoria da Câmara Municipal do Funchal

«A intervenção tem como filosofia tornar o espaço do Lido mais natural, recorrendo ao uso de lajetas de basalto para os pavimentos, uso de árvores em “ilhas” para quebrar e sombrear os solários. A solução reduz a área de construção existente, para buscar a memória dos primórdios do Lido.

A área do Complexo Balnear do Lido era de aproximadamente 14.500 m2, sendo quase toda ela de acesso restrito. Com esta intervenção mais de metade do Complexo passa a área pública permanente (7.600 m2), permitindo criar novos acessos ao mar ao lado da praia do Gavinas, sem custos, e dotados de serviços de apoio.

Fora da época balnear o Lido ficará aberto ao público, sendo as piscinas esvaziadas, para evitar gastos de manutenção elevados e oferecendo outros acessos ao mar e uma área de estar e lazer mais ampla.

Por outro lado, com esta intervenção pretende-se alargar a Promenade até às antigas varandas do Lido, aumentando a área da mesma e possibilitando a aproximação ao mar. No Forte está prevista a criação de uma esplanada com snack-bar, funcionando no piso inferior um pequeno restaurante.

Conscientes da qualidade que se pretende naquela área nobre da cidade, a Câmara Municipal do Funchal opta por este tipo de intervenção por forma a reduzir os custos de investimento e de manutenção daquela infra-estrutura.»

Projecto_LIDO_2013

Projecto para o Lido (Câmara Municipal do Funchal,  2012)

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ONDE PARAM OS «CANHÕES» DO LIDO?

Abriu  ao público a parte oeste do Lido no dia 26 de Julho de 2013. E no Forte do Gorgulho (agora mais conhecido, mas impropriamente, por Forte do Lido) instalou-se um café com esplanada. Mas já não se encontram ali as «bocas de fogo» do Forte.

Recorde-se que este Forte foi integralmente reconstruído por meados da década de 1980, segundo uma planta do séc. XVIII. Para a sua esplanada vieram então três «bocas de fogo» do Forte do Faial, pertencentes aos herdeiros do eng.º Catanho de Meneses.

A reconstrução do forte foi inaugurada a 21 de Agosto de 1987.

Ainda há um mês, uma dessas «bocas de fogo» estava lá. Levaram-nas para onde? Ou terão tido o mesmo destino que o guindaste do Ilhéu de Nossa Senhora da Conceição também conhecido por Ilhéu da Pontinha?

(27-07-2013)

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DRUMOND, Orlando

Lido pode reabrir já na Páscoa. Diário de Notícias. Funchal. 140: 45 751 (7 dez. 2015) 2-3.

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